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Intempéries em Portugal expõem fragilidades nos condomínios

Chuvas intensas e ventos fortes agravam os casos de infiltrações nos edifícios

30 de janeiro, 2026
Intempéries em Portugal expõem fragilidades nos condomínios
O mau tempo tem assolado o território nacional como é do conhecimento de todos, seja pelos meios de comunicação ou por vivenciarem na primeira pessoa os danos resultantes das «depressões» no seu condomínio ou até mesmo na sua fração.
Começam os comentários «este inverno tem sido muito rigoroso», «nunca se viram tempestades como estas». A verdade é que as alterações climáticas começam a ser visíveis com verões e invernos envoltos em fenómenos meteorológicos adversos.

Portugal tem sido atingido por eventos extremos caracterizados por chuva intensa, ventos fortes e intempéries que têm provocado danos significativos em várias regiões do país. Inundações, deslizamentos de terras, queda de árvores, cortes de eletricidade e danos em várias infraestruturas, designadamente fachadas e telhados, foram registados pela proteção civil. 

Como resultado, constatam-se em crescendo problemas de infiltrações em muitos edifícios, particularmente em habitações e condomínios. Infiltrações que se tornam visíveis através da humidade nas paredes, de manchas de água ou bolhas de tinta nos tetos ou, ainda, de bolores. Em casos mais graves, os condóminos reportam a entrada de água diretamente nos apartamentos e nas áreas comuns.

O escoamento insuficiente da água da chuva, devido a sistemas de drenagem entupidos ou ineficazes, agravado pelas precipitações fortes pode ser uma das causas, para além de que ventos com grau elevado de intensidade forçam a água a entrar por entre as fissuras das fachadas, das janelas ou dos telhados que não estejam completamente estanques.

Os elementos de construção, a inadequada manutenção nas juntas da cobertura, nos revestimentos exteriores ou a degradação das impermeabilizações acabam por afetar tanto as partes comuns de um condomínio (coberturas, fachadas, terraços e sistemas de drenagem) como as áreas privadas dos moradores. Quando a água infiltra através de elementos construtivos danificados, isso pode levar à deterioração dos materiais, ao aparecimento de humidade e bolor no interior dos apartamentos, com consequências para a saúde dos ocupantes e para o valor do imóvel.

A gestão de questões desta envoltura acaba por envolver assembleias de condóminos e administradores de condomínios, sendo que, normalmente, é imputada a responsabilidade dos danos ao condomínio. 

Dependendo da situação em causa e caso haja documentação comprovativa de regular manutenção poderá ser ativado o seguro multirriscos da habitação e/ou do condomínio. Muitas apólices cobrem danos causados por tempestades, chuva forte e infiltrações provenientes de eventos meteorológicos extremos, mas a cobertura específica depende do contrato.